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Resultado Preliminar OAB 1ª Fase: Guia dos Próximos Passos

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O Resultado Preliminar da 1ª Fase foi Publicado: O Guia Definitivo para os Próximos Passos

O momento que define o futuro imediato de milhares de bacharéis e estudantes de Direito chegou. A divulgação do resultado preliminar da primeira etapa do Exame de Ordem é, sem dúvida, um dos marcos mais ansiados e temidos no calendário jurídico. A tecla F5 dos computadores descansa, a lista foi processada e a realidade se impõe: nomes constam na lista de aprovados, enquanto outros iniciam a jornada da contagem de pontos e da análise recursal.

Este não é apenas um exame; é o portal de entrada para a advocacia. Compreender o que este resultado preliminar significa, como agir diante dele e quais estratégias adotar nas próximas horas é crucial. Seja você um aprovado celebrando a vitória, um candidato na zona limítrofe aguardando anulações, ou alguém que precisa recalcular a rota, este artigo serve como sua bússola estratégica.

Entendendo o Peso do Resultado Preliminar

A publicação da lista preliminar encerra oficialmente a angústia da prova objetiva, mas inaugura um novo ciclo de ansiedade e planejamento. É fundamental compreender a terminologia: preliminar. Isso significa que o jogo ainda não acabou para todos. A Ordem divulga a relação de quem, segundo o gabarito oficial, atingiu a marca mínima de 40 acertos.

Para quem viu o nome na lista, a sensação é de alívio imediato. A barreira dos 50% foi superada. No entanto, para o examinando que somou 37, 38 ou 39 pontos, o resultado preliminar é um sinal de alerta, não de derrota definitiva. A história do Exame de Ordem é repleta de reviravoltas oriundas da fase recursal, onde questões mal formuladas, dúbias ou que violam o edital podem ser anuladas, atribuindo o ponto a todos os candidatos.

Portanto, a leitura deste resultado deve ser feita com frieza técnica. A emoção do momento não pode turvar a visão estratégica necessária para as próximas semanas, que são curtas e exigem alta performance.

Aprovado: A Transição Imediata para a 2ª Fase

Se o seu nome consta na lista de aprovados, pare de comemorar agora mesmo. A celebração deve ser breve, pois o cronograma do Exame de Ordem é impiedoso. A aprovação na primeira fase é apenas a qualificação para a verdadeira batalha: a prova prático-profissional.

A mentalidade deve mudar drasticamente. Na primeira fase, o desafio era de reconhecimento; você precisava identificar a resposta correta entre quatro alternativas. Na segunda fase, o desafio é de construção. Você precisará criar teses, estruturar peças processuais e responder a questões discursivas com precisão cirúrgica e fundamentação legal impecável.

Organização do Vade Mecum

O seu melhor amigo a partir de hoje é o Vade Mecum. A familiaridade com o código deve ser absoluta. Você não pode perder tempo procurando artigos no dia da prova. A estratégia de remissões e marcações permitidas pelo edital deve ser implementada imediatamente. Utilize clipes coloridos, marcadores de texto (conforme as regras estritas do edital para não sofrer penalidades) e crie um mapa mental físico do seu código. Saber manusear o índice remissivo é uma habilidade que separa os aprovados dos reprovados.

A Prática da Escrita à Mão

Na era digital, muitos estudantes perderam o hábito da caligrafia e da resistência física de escrever por horas. A segunda fase exige que você escreva, à mão, uma peça completa e quatro questões. Treine a legibilidade e a velocidade. O examinador precisa entender o que você escreveu; se a letra for ilegível, o conhecimento jurídico ali contido será inútil. Cronometre seus simulados para garantir que você consegue transferir todo o conteúdo mental para o papel dentro do tempo estipulado.

A Zona de Risco: 37, 38 e 39 Pontos

Para os candidatos que bateram na trave, o resultado preliminar traz um misto de frustração e esperança. A pergunta que domina os fóruns e grupos de estudo é: vale a pena estudar para a segunda fase estando com 39 pontos?

A resposta de um especialista é: depende do seu perfil de risco, mas a recomendação técnica é a cautela ativa. Historicamente, anulações acontecem. Questões com erros materiais crassos ou duplicidade de gabarito são passíveis de recurso. Se a prova teve questões polêmicas, a chance de alteração no placar existe.

A estratégia para quem está no “limbo” deve ser mista. Não abandone totalmente o estudo da primeira fase, pois caso as anulações não venham, você precisará estar pronto para a repescagem ou para o próximo exame. Contudo, inicie os estudos para a segunda fase focando na estrutura das peças. O conhecimento processual adquirido ao estudar para a segunda fase também é útil para uma eventual nova primeira fase. É um estudo que se aproveita. Manter o cérebro engajado na matéria específica da sua escolha (Penal, Trabalho, Civil, etc.) é melhor do que paralisar esperando o resultado definitivo.

A Arte do Recurso: Como Brigar pela Anulação

A fase recursal é um direito do examinando e deve ser exercida com profissionalismo. Muitos candidatos erram ao tentar elaborar recursos baseados em inconformismo subjetivo ou “choro”. A banca examinadora não anula questões por piedade; ela anula por erro técnico.

Identificando Questões Passíveis de Anulação

Para ter sucesso em um recurso, você deve demonstrar objetivamente que a questão padece de vício. Os vícios mais comuns são:

  • Resposta não condizente com a jurisprudência pacificada dos Tribunais Superiores (STF/STJ) na data do edital.
  • Enunciado que permite dupla interpretação lógica.
  • Matéria não prevista no conteúdo programático do edital.
  • Erro na redação que compromete a compreensão do problema.

A Redação do Recurso

Ao redigir seu recurso, seja direto, polido e técnico. Evite adjetivos agressivos contra a banca. A estrutura deve ser: fatos, fundamento e pedido. Aponte exatamente onde está o erro, cite o artigo de lei ou a súmula que contradiz o gabarito oficial e peça a anulação ou a alteração do gabarito. Lembre-se que cada candidato deve interpor seu próprio recurso no sistema, e textos idênticos podem ser desconsiderados. Personalize sua argumentação, mesmo que a tese jurídica seja a mesma defendida por professores e cursinhos.

Reprovação e Repescagem: O Jogo de Longo Prazo

Se a sua pontuação ficou muito abaixo da linha de corte e as anulações prováveis não serão suficientes para atingir os 40 pontos, o resultado preliminar serve como um diagnóstico severo, mas necessário. Encarar a reprovação de frente é o primeiro passo para a futura aprovação.

O instituto da Repescagem (reaproveitamento da primeira fase) é um alento para quem passou na objetiva do exame anterior mas falhou na prático-profissional. No entanto, para quem falhou agora na primeira etapa, o foco deve ser o próximo edital.

Análise de Desempenho

Não jogue a prova fora. Pegue seu caderno de questões e faça uma autopsia detalhada. Onde você falhou? Foi em Ética, que garante um grande percentual da prova? Foi nas matérias processuais? Faltou tempo? O nervosismo atrapalhou? Identificar a causa raiz da reprovação é mais importante do que começar a estudar cegamente de novo. Se o problema foi falta de base teórica, volte aos livros. Se foi falta de prática, intensifique a resolução de questões. Se foi gestão de tempo, treine simulados.

A resiliência é a competência número um do advogado. O Exame de Ordem testa não apenas seu conhecimento jurídico, mas sua capacidade de suportar pressão e se reerguer após uma queda. A reprovação não define sua competência profissional futura, apenas indica que o método de preparação atual precisa de ajustes.

Cronograma e Gestão de Tempo até a Prova Final

Com o resultado preliminar em mãos, o relógio corre de forma acelerada. O intervalo entre esta divulgação e a prova da 2ª fase é curto, geralmente em torno de 7 a 8 semanas no total, mas agora, com o resultado já posto, o tempo é ainda mais escasso.

Para os aprovados, a rotina deve ser de imersão total. Cancele compromissos sociais não essenciais. O foco é a aprovação. Divida seu dia em blocos de estudo:

  • Manhã: Direito Material e Processual (Teoria).
  • Tarde: Prática de Peças (Montagem de esqueleto e redação completa).
  • Noite: Resolução de questões discursivas e revisão de jurisprudência.

A consistência vence a intensidade esporádica. Estudar 12 horas em um dia e nada no outro é ineficaz. Mantenha uma média constante de horas líquidas de estudo, respeitando o descanso necessário para a consolidação da memória.

Saúde Mental e o Peso da Carteira

Por fim, é imperativo abordar o aspecto psicológico. A pressão familiar, a cobrança social e a autoexigência transformam o Exame de Ordem em um monstro maior do que ele realmente é. O resultado preliminar pode disparar gatilhos de ansiedade severos.

Entenda que o exame é uma etapa burocrática. Ele não mede sua inteligência, mas sim sua aderência a um padrão de respostas esperado pela banca. Manter a saúde mental em dia, com sono adequado, alimentação balanceada e momentos de descompressão, é tão importante quanto saber o Código Civil. Um candidato exausto e estressado tende a ter “brancos” na hora da prova, desperdiçando meses de estudo.

Se você passou, confie na sua preparação. Se ficou no quase, lute com os recursos técnicos. Se reprovou, descanse, lamba as feridas e volte mais forte. A advocacia espera por aqueles que persistem, não apenas pelos que passam de primeira. O mercado de trabalho valoriza a tenacidade, e o Exame de Ordem é o seu primeiro grande teste de resistência.

O resultado preliminar é apenas uma foto do momento. O filme da sua carreira jurídica está apenas começando a ser rodado. Ajuste o foco, prepare o roteiro e ação.

Insights Estratégicos

  • A Regra dos 40: O resultado preliminar é binário. Ou você tem 40 ou não tem. Se tem 40, esqueça a 1ª fase completamente e foque 100% na 2ª. Se tem menos, a estratégia precisa ser dividida entre recurso e manutenção de estudo.
  • O Poder do Vade Mecum: Na 2ª fase, você consulta a lei. O segredo não é decorar, é saber encontrar. Quem domina o índice remissivo domina a prova.
  • Recurso não é Sorte: Apostar todas as fichas em anulações massivas (mais de 4 questões) é estatisticamente imprudente. Trabalhe com a realidade de 1 ou 2 anulações possíveis e planeje-se com base nisso.
  • Gestão Emocional: O intervalo entre o resultado preliminar e o definitivo é o período de maior desgaste mental. Blindar a mente contra boatos de anulações “certas” em redes sociais é vital para manter o foco.
  • Continuidade é Chave: O maior erro do reprovado é parar de estudar até sair o próximo edital. O estudo para a OAB deve ser contínuo, como uma maratona, não um tiro de 100 metros.

Perguntas e Respostas Frequentes

1. Fiz 39 pontos no resultado preliminar. Devo começar a estudar para a 2ª fase ou focar na repescagem?
A recomendação estratégica é iniciar os estudos para a 2ª fase, mas com cautela. Escolha uma preparação que reforce a base processual e material. Se as anulações vierem, você não perdeu tempo. Se não vierem, o conhecimento adquirido servirá tanto para a próxima 1ª fase (já que as matérias se repetem) quanto para a futura 2ª fase. Não pare de estudar.

2. Como saber se uma questão será anulada?
Não há garantia absoluta até a publicação do gabarito definitivo. No entanto, questões que apresentam divergência clara com súmulas de Tribunais Superiores ou erros materiais no enunciado (ex: datas erradas, nomes trocados que afetam a compreensão) têm alta probabilidade de anulação. Acompanhe as análises fundamentadas de professores especialistas, mas filtre o otimismo exagerado.

3. O que acontece se eu passar com recurso? Terei menos tempo para estudar?
Sim, este é o grande desafio dos que passam “na bacia das almas”. O resultado definitivo sai semanas depois, deixando pouco tempo até a prova da 2ª fase. Por isso, a resposta da pergunta 1 é tão importante: se você acredita no recurso, estude como se já estivesse aprovado. Deixar para estudar apenas após o resultado definitivo torna a aprovação na 2ª fase extremamente difícil.

4. O resultado preliminar pode mudar para pior? Posso perder pontos?
Não. A “reformatio in pejus” (reforma para pior) não se aplica aqui no sentido de retirar pontos já atribuídos. Se uma questão que você acertou for anulada, você mantém o ponto. Se uma questão que você errou for anulada, você ganha o ponto. Sua nota só pode subir ou permanecer a mesma, nunca diminuir.

5. Quem deve fazer o recurso: eu ou um professor?
O sistema da OAB exige que o recurso seja interposto pelo próprio candidato, logado em sua área restrita. Você pode (e deve) usar fundamentos elaborados por professores ou especialistas, mas o texto não deve ser uma cópia idêntica (copy-paste) de modelos da internet, pois o sistema pode filtrar como spam ou plágio massivo. Reescreva os argumentos com suas palavras, mantendo a base jurídica sólida.

Este artigo teve a curadoria do time de OAB da Legale Educacional e foi escrito por inteligência artificial a partir de seu conteúdo original em https://blogexameoab.com.br/oab-45-publicado-o-resultado-preliminar-da-1a-fase/.

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