Resposta direta: A 2ª fase do Exame da OAB consiste em uma prova escrita dividida em duas partes: a redação de uma peça processual prática e a resposta a quatro questões discursivas, todas sobre a área de Direito escolhida pelo candidato. A aprovação exige nota igual ou superior a 6,0.

Qual é a estrutura exata da prova de 2ª fase?

A prova apresenta uma peça prática e quatro questões dissertativas. A peça costuma valer de 5,0 a 6,0 pontos, enquanto as questões somam o restante até completar 10 pontos. Você escolhe a área do Direito no momento da inscrição para a 2ª fase: Direito Civil, Penal, Trabalho, Tributário, Administrativo, Constitucional, Empresarial, Ambiental, Eleitoral, Direitos Humanos ou Internacional. Essa escolha define todo o conteúdo da sua prova. A peça exige que você redija um documento processual concreto — uma petição inicial, contestação, recurso, parecer ou similar — a partir de um caso apresentado no enunciado. As questões discursivas pedem respostas fundamentadas, com indicação de dispositivos legais, súmulas, jurisprudência ou teses jurídicas. O tempo de prova é de cinco horas, realizadas em um único período. A FGV permite consulta à legislação não comentada e não anotada, mas veda o uso de qualquer material eletrônico, resumos manuscritos ou códigos com destaques coloridos.

Como é feita a correção e a atribuição de nota?

A correção é feita por dois avaliadores de forma independente. Se a diferença entre as notas dos dois corretores ultrapassar 1,0 ponto, a prova é submetida a uma terceira correção, que prevalece. A peça prática é avaliada conforme critérios objetivos: adequação da petição ao pedido, fundamentação jurídica, pertinência das teses invocadas, técnica processual, atendimento aos requisitos formais e clareza na redação. Erros grosseiros de forma ou a escolha de peça inadequada podem zerar ou comprometer gravemente a pontuação. As questões discursivas exigem resposta clara, objetiva e fundamentada. A banca valoriza a indicação de dispositivos legais, a menção a entendimentos jurisprudenciais consolidados e a capacidade de aplicar o Direito ao caso concreto. Respostas genéricas ou sem fundamentação costumam receber pontuação baixa ou zero. A nota mínima para aprovação é 6,0. Não há arredondamento: uma nota de 5,9 significa reprovação. A FGV divulga o espelho de correção após a publicação do resultado, permitindo ao candidato verificar os pontos atribuídos em cada quesito.

Quais são os erros mais comuns que reprovam na 2ª fase?

O erro mais frequente é escolher a peça errada ou misturar dois institutos processuais diferentes. Se o enunciado pede um recurso de apelação e você faz um agravo, a peça pode ser anulada totalmente. Outro problema recorrente é a falta de fundamentação jurídica. Citar apenas o artigo sem explicar sua aplicação ao caso, ou não indicar nenhum dispositivo legal, reduz drasticamente a pontuação. A banca espera que você mostre domínio da legislação e capacidade de subsunção do fato à norma. Ausência de técnica processual também elimina pontos: esquecer o endereçamento, omitir os pedidos ou a qualificação das partes, não assinar a peça ou deixar de incluir os requisitos obrigatórios do documento solicitado. Essas falhas formais são penalizadas com rigor. Respostas prolixas, fora do tema ou que não respondem ao que foi perguntado são igualmente prejudiciais. A banca valoriza objetividade: ir direto ao ponto, responder exatamente o que foi pedido e fundamentar com clareza.

Como se preparar de forma objetiva para a prova prática?

A preparação eficaz exige treino intensivo de peças. Resolver provas anteriores da FGV, cronometrar o tempo de redação, estudar modelos e corrigir os próprios textos são etapas indispensáveis. Você precisa dominar a estrutura formal de cada tipo de peça cobrada na sua área: petição inicial, contestação, apelação, embargos, habeas corpus, recurso especial, reclamação trabalhista, entre outras. Saber montar o cabeçalho, os fatos, o direito, os pedidos e o fecho com precisão técnica é parte da nota. O conhecimento da legislação atualizada é central. Códigos anotados para estudo são úteis, mas na hora da prova você só pode usar legislação seca. Por isso, é importante familiarizar-se com a localização rápida de artigos nos códigos impressos que você levará para o exame. Simulados com correção detalhada ajudam a identificar pontos fracos. A Legale oferece preparatórios específicos para a 2ª fase, com videoaulas, resolução comentada de peças e questões discursivas, sob coordenação de Elisabete Teixeira Vido, além do Seguro OAB Legale para cursos de 2ª fase e repescagem.

Quanto tempo leva entre a 1ª e a 2ª fase?

O intervalo entre a divulgação do resultado da 1ª fase e a realização da 2ª fase costuma ser de cerca de 60 a 90 dias. A FGV define o calendário de cada exame no edital, e as datas variam conforme a edição. Esse período é curto para quem ainda não estudou a parte prática. Se você já vem treinando peças e questões discursivas durante a preparação para a 1ª fase, o tempo tende a ser suficiente para revisar, ajustar técnicas e fazer simulados. Candidatos que deixam para começar o estudo da 2ª fase somente após a aprovação na objetiva enfrentam maior pressão e menor margem de erro. A estratégia mais eficiente é estudar simultaneamente as duas fases desde o início da preparação. A inscrição para a 2ª fase não é automática: você precisa se inscrever novamente, escolher a área do Direito e pagar a taxa dentro do prazo estabelecido pela FGV. Perder esse prazo significa esperar a próxima edição do exame.

Vale a pena estudar sozinho ou é melhor fazer curso preparatório?

Estudar sozinho é viável para quem já tem experiência em redação de peças, domina a técnica processual e consegue se autodisciplinar com simulados e prazos. Para bacharéis recém-formados ou sem vivência prática, o risco de erro técnico e despreparo formal é maior. Cursos preparatórios estruturados oferecem modelos atualizados, correção de peças, feedback individualizado e acompanhamento de mudanças legislativas e jurisprudenciais. Isso reduz o tempo de aprendizado e aumenta a segurança na hora de redigir sob pressão. A Legale conta com mais de 20 anos de atuação em ensino jurídico, credenciamento EAD pelo MEC (Portaria 247/2020) e selo de reputação no Reclame Aqui. Os preparatórios para OAB vão do OAB Start, de baixo custo, até o Acesso Total, com combos por matéria e Curso Regular, todos com foco em aprovação e técnica prática. Para quem prefere formato livre e rápido, a Legale também oferece maratonas e cursos de atualização, com 180 dias de acesso e certificado opcional por R$ 14,90. Mas a 2ª fase exige treino contínuo, não apenas teoria: escolha o formato que mais combina com seu ritmo, mas garanta que haja correção e retorno sobre seu desempenho.

Na prática: A 2ª fase exige técnica, legislação atualizada e treino intensivo de peças e questões discursivas; fazer isso sem orientação aumenta o risco de erros formais e reprovação evitável. Ver as opções em OAB

Perguntas frequentes

Posso usar código comentado na prova de 2ª fase?

Não. A FGV permite apenas legislação não comentada e não anotada, sem destaques coloridos, grifos ou anotações manuscritas. Códigos com jurisprudência, súmulas ou comentários impressos são proibidos e podem resultar na eliminação do candidato.

Quantas vezes posso tentar a 2ª fase?

Não há limite de tentativas para a 2ª fase. Você pode se inscrever em todas as edições subsequentes enquanto mantiver a aprovação válida na 1ª fase, que não expira. Contudo, é preciso pagar a taxa de inscrição em cada nova tentativa.

Posso mudar de área entre uma tentativa e outra da 2ª fase?

Sim. A cada nova inscrição para a 2ª fase, você pode escolher uma área diferente do Direito. Não há penalidade ou restrição para trocar de matéria entre edições, mas lembre-se de que isso exige estudo de conteúdo e peças totalmente distintos.

O que acontece se eu não atingir 6,0 na 2ª fase?

Você é reprovado nessa edição e precisa se inscrever novamente para tentar em outra edição. A aprovação na 1ª fase continua válida indefinidamente, então você não precisa refazer a prova objetiva, apenas a 2ª fase até conseguir a nota mínima.

A nota da 2ª fase vale alguma coisa além da aprovação?

Não. A nota serve exclusivamente para aprovar ou reprovar. Não há ranking, classificação ou qualquer efeito prático de ter tirado 6,0 ou 10,0: ambos os candidatos são aprovados e recebem a mesma carteira da OAB ao final do processo de inscrição nos quadros.

Vai encarar o Exame de Ordem?

O preparatório da Legale é focado no que a banca FGV cobra, com acesso imediato e garantia de 7 dias — primeira e segunda fase.

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